O plantio da banana é feita por mudas, a colheita ocorre do 10º ao 18º mês, dependendo do clima, variedade, fertilidade do solo, estado de sanidade da planta e tratos culturais.
COMÉRCIO
| 10 maiores produtores - 2005 (milhões de toneladas) | |
|---|---|
| 16.8 | |
| 6.7 | |
| 6.4 | |
| 5.9 | |
| 5.8 | |
| 4.5 | |
| 2.2 | |
| 2.0 | |
| 2.0 | |
| 1.6 | |
| 1.6 | |
| Total Mundial | 72.5 |
| Fonte: FAO [1] | |
As bananas constituem o alimento básico de milhões de pessoas em vários países em vias de desenvolvimento. Em determinados países tropicais a banana verde (não madura) é largamente utilizada da mesma forma que as batatas em outros países, podendo ser fritas, cozidas, assadas, guisadas, etc. De facto, as bananas, assim utilizadas são semelhantes àbatata, não apenas no sabor e na textura, como a nível decomposição nutricional ecalórica.
Em 2005, a Índia liderou a produção mundial de bananas, representando cerca de 23% da produtividade mundial - sendo que a maioria se destina ao consumo interno. Os quatro países que mais exportam, contudo, são o Equador, a Costa Rica, as Filipinas, e a Colômbia, que somam cerca de dois terços das exportações mundiais, exportando cada um mais de um milhão de toneladas. De acordo com as estatísticas da FAO, só o Equador é responsável por mais de 30% das exportações globais.
A maioria dos produtores, por todo o mundo praticam, contudo, uma agricultura de baixa escala e de subsistência - consumo próprio e venda e mercados locais. Já que as bananas são uma fruta não sazonal, estão disponíveis durante todo o ano, pelo que podem ser utilizadas durante as estações mais susceptíveis de escassez alimentar - alturas em que o produto de uma colheita já foi consumido enquanto que o produto da seguinte ainda não está disponível. É por esta razão que o cultivo de banana tem uma importância fulcral em qualquer sistema sustentado de luta contra a fome.
Nos últimos anos, a competição a nível de preços por parte dos supermercados tem diminuído ainda mais as já baixas margens de lucro da maioria dos produtores de banana. As principais empresas do ramo, como Chiquita, Del Monte, Dole e Fyffes têm as suas próprias plantações no Equador, na Colômbia, na Costa Rica eHonduras. Tais plantações exigem um grande e intensivo investimento de capital e de "know how" - pelo que os proprietários das grandes e lucrativas plantações se tornam extremamente influentes a nível económico e político nos seus países, em detrimento dos pequenos produtores. Tal situação justifica o facto de as bananas estarem disponíveis como artigo de "comércio justo" em alguns países.
Bananas à venda num mercado, naIlha de Reunião.
O comércio global de bananas tem uma longa história que começou com a fundação da United Fruit Company (hoje, Chiquita), no final do século XIX. Durante a maior parte do século XX, as bananas e o café dominaram por completo a economia de exportação da América Central. Na década de 1930, constituíam mais de 75% das exportações da região, nos anos 60 ainda as preenchiam em 67%. O termo "República das Bananas" tornou-se vulgar, então, para designar a generalidade dos países da América Central, ainda que de um ponto de vista estritamente económico (sem, necessariamente, conotação pejorativa e satírica) apenas a Costa Rica, as Honduras, e o Panamá assim possam ser designados, já que a sua economia é, de longe, dominada pelo comércio da banana.
Muitos países da União Europeia importam, tradicionalmente, muitas das bananas que consomem, das suas antigas colónias das Caraíbas, garantindo-lhes preços acima dos praticados no comércio global. Desde 2005 que tais acordos estão em vias de serem revogados, devido à pressão de grupos económicos poderosos, a maioria dos quais com sede nos Estados Unidos da América. Tal alteração no comércio iria beneficiar os países produtores da América Central, onde várias empresas norte-americanas têm interesses estabelecidos.
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